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10 ensinamentos de São Camilo sobre o cuidado com os enfermos

19.08.2019 | 1 minutos de leitura
São Camilo
10 ensinamentos de São Camilo sobre o cuidado com os enfermos

Canonizado pela Igreja no ano de 1886, São Camilo dedicou sua vida em prol dos enfermos. De tanto afeto e amor, por meio de suas experiências, ele desenvolveu 51 orientações práticas no serviço de cuidado aos doentes para seus religiosos. E, apesar de algumas delas terem sido aperfeiçoadas com o passar dos anos, até hoje elas são valiosíssimas. 

Como forma de fazer mais pessoas conhecerem o propósito de vida que fez de Camilo um santo e, trouxe um tratamento mais humanizado para doentes do mundo inteiro, selecionamos 10 de seus ensinamentos sobre o cuidado aos enfermos. Confira!

1. “Em primeiro lugar, cada qual peça a Deus que lhe dê um afeto materno para com o próximo, a fim de poder servi-lo com todo amor, tanto de alma quanto de corpo, pois, com a graça de Deus, desejamos servir todos os doentes com o mesmo carinho que uma extremosa mãe dedica ao seu filho doente”.  

2. ‘’Na hora da refeição dos doentes, procure ajudar os mais graves, cuidando com muita diligência para que se alimentem. Comunique ao enfermeiro, ou a outro encarregado, como os doentes se alimentaram, sobretudo, quando alguns deles não se tenham alimentado suficientemente”.

3. ‘’Procure estar presente quando os médicos visitam os doentes, a fim de poder alimentá-los na hora certa e com a dieta prescrita, sobretudo os doentes mais graves, e também para estar a par de outros assuntos que interessam à assistência dos doentes”.

4. ‘’Ao assistir os doentes na hora da refeição, cada qual procure, com amor e palavras atenciosas, estimulá-los a se alimentar, erguendo-lhes a cabeça e prestando-lhes outros serviços, conforme o Espírito Santo inspirar, mas sempre respeitando a vontade dos doentes”.

5. “Na hora de medicar as feridas dos doentes, todos aqueles que não estiverem impedidos ou ocupados em outros serviços ou com licença do superior, estiverem fazendo serviços pessoais, deverão estar a serviço dos doentes com caridade, procurando ajudar os mais graves, isto é, os que mais precisam”. 

6. “Na hora de executar os trabalhos de rotina, cada qual cumpra a sua tarefa e só a deixe quando, por ordem do Superior, tiver que fazer outro serviço ou estiver com indisposição física ou tiver outro impedimento qualquer. Os irmãos que estiverem fazendo o seu trabalho e virem que alguém não está presente, não se atrevam a murmurar contra ele, mas convençam-se que está ocupado em outro serviço e, assim, deem-no por legitimamente desculpado”. 

7. “Ao arrumar as camas procure, com diligência e amor, mudar os lençóis e as roupas quando estiverem sujas, avisando com simplicidade e bondade o encarregado. Evite apresentar-se como reformador, fiscal ou corretor dos hospitais; antes, esforce-se por ensinar mais com o exemplo do que com as palavras. Quando for necessário levantar os doentes da cama com os braços, procure erguê-los com toda a caridade possível, evitando movimentá-los muito ou deixá-los apanharem frio. Cubra-os logo que estiverem fora da cama e tome cuidado para que fiquem com a cabeça erguida. Quando um doente estiver muito grave e já perto da morte, não arrume sua cama sem antes falar com o médico a fim de não lhe encurtar a vida. Se, porém, a cama estiver muito suja, procure limpá-la sem mexer o doente e incomodá-lo. Quando o doente for desenganado pelo médico ou estiver em agonia, faça o possível para ajudá-lo a morrer bem”.

8. “Evite-se com toda a diligência possível tratar os doentes com maus modos, isto é, com palavras grosseiras ou coisas semelhantes. Antes, sejam tratados com mansidão e amor, lembrando as palavras do Senhor: “O que fizerdes ao menor destes, foi a mim que o fizestes”. Por isso, cada qual considere o pobre como a pessoa do Senhor”. 

9. “Quando um doente estiver no fim ou perto da morte, tome-se todo o cuidado possível para que um sacerdote ou um leigo, o assista ininterruptamente e lhe fale de coisas espirituais para o bem de sua alma e deixe-o apenas em caso de necessidade. Se precisar sair, encontre outra pessoa que fique em seu lugar e volte o quanto antes. Isto deve ser feito tanto de dia quanto de noite”.

10. “Os irmãos que trabalham no hospital, procurem com diligência que os doentes que vão comungar estejam bem preparados, ensinando-lhes o que devem fazer antes da comunhão e como devem comportar-se depois dela. Tenham presente que, muitos doentes, não conseguem deglutir a hóstia consagrada, pois adere ao palato. Isto geralmente acontece com os doentes graves, que estão com a boca seca e com as pessoas muito simples. Portanto, dê-se muita atenção à coisa e tome-se cuidado para que os doentes não escarrem logo após a comunhão”. 

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