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Memória de São Camilo | Julho: A pessoa de Camilo e seu exemplo para os profissionais da saúde

14.07.2020 | 3 minutos de leitura
São Camilo
Memória de São Camilo | Julho: A pessoa de Camilo e seu exemplo para os profissionais da saúde

Quem era Camilo? Como era Camilo? [...]

Sabemos que era alto, com mais de dois metros, e robusto. A perna doente, vários achaques, o trabalho contínuo com os doentes, preocupações, dívidas, viagens, contrariedades, desprazeres tinham provado a sua têmpera atlética.  Com aquela energia se lançava sobre os sofrimentos dos outros, sobre as necessidades da sociedade, sobre as misérias dos pobres, sobre as feridas dos doentes, fazendo de tudo para ajudá-los. Na enfermaria, nas ruas, em todo lugar, sempre preocupado e curvado sobre a dor dos outros, era realmente o “gigante da caridade” (como o chamavam). 

Era franco, direto, despachado, beirando a aspereza, às vezes descortês. [...] Mas sua cordialidade, o calor, a bondade eram vistos nas obras, nos frutos. Era genuíno, verdadeiro como homem e como cristão, e sob a casca rude o seu ânimo chegava a delicadezas e gentilezas raras. Em suma, o caráter militar do pai João e a sensibilidade da mãe Camila: tudo aperfeiçoado pela graça, pela ascese e pela vigilância cristã sobre si mesmo. 
Quando estava com os doentes, quando os assistia, cuidava deles e os servia, Camilo era como gostaríamos que fossem todos os médicos e enfermeiros em todas as vezes que visitam e tratam conosco e com os nossos entes queridos. Diligente, preciso, escrupuloso, atento, tempestivo, acima de tudo, dava o melhor de si no plano que hoje definimos como profissional, técnico. Mas, sobretudo, amava os doentes, via neles Cristo, concretamente, sofredor e crucificado. [...] Tratava-os com afeto, ternura, solicitude, delicadeza, da admissão no hospital (ou da chegada na casa do enfermo) até a alta, ou o falecimento. 

Camilo vivia para os doentes, pensava sempre neles, em que fazer, como prover para que estivessem melhor, tratá-los com mais dignidade, confortá-los, tranquilizá-los, curá-los no corpo e na alma, torná-los novamente produtivos ou, então, ajuda-los com a palavra, a graça, os sacramentos a ir para o céu. Porque os doentes são Jesus, o Cristo da Paixão, que testemunha um amor infinito pelos homens, e em nome deste amor sofre e morre – ele Deus! – para salvá-los. Eis a raiz teológica, espiritual, mística do amor de Camilo pelos doentes, e da sua total consagração a serviço deles. Era seu modo de interpretar e sublimar a regra tradicional do Espírito Santo: Quem assiste e cuida dos enfermos deve considerá-los e tratá-los como seus patrões. 

- Mario Spinelli

O amor gratuito e dedicado para com Deus e os doentes era o que movia Camilo em sua entrega de serviço ao próximo. Trabalhando e cuidando de cada doente de forma única, munido de ternura, afeto e atenção, Camilo testemunha seu amor pelo Cristo, torna-se santo e tanto ensina e inspira a nós, que continuamos sua bela missão. Que seu exemplo de amor pelos enfermos torne nossos corações, nossas mãos e nosso trabalho cada vez mais humanizado e camiliano. 
Feliz dia de São Camilo!

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