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Memória de São Camilo | Outubro: Mais coração nas mãos, irmãos (São Camilo)

14.10.2020 | 3 minutos de leitura
São Camilo
Memória de São Camilo | Outubro: Mais coração nas mãos, irmãos (São Camilo)

Camilo possuía uma visão cristã do doente e da sua dor. Refazia os leitos depois de tê-los limpado da pior e inimaginável sujeira, o mesmo fazia com os internados, lavando-os e acomodando-os novamente entre as cobertas, com todo cuidado. Quando era o momento, acompanhava-os ao banheiro; mas preferia que evitassem aqueles lugares incrivelmente sórdidos e infectados, e por isso levava consigo alguns urinóis que depois ele mesmo esvaziava e limpava, assim como os vasos com os excrementos. 

Arrastando a perna doente, ia de uma enfermaria à outra, de um leito a outro, correndo para onde havia necessidade: para aqueles que se lamentavam, que estavam mal, que o chamavam. Informava-se com os médicos ou auxiliares sobre os efeitos e os progressos terapêuticos, administrava os medicamentos, alimentava-os, recompunha as cobertas: tudo entre carinhos, sorrisos e palavras de conforto, confiança, esperança. Sem ser indiscreto, sem interferir, exortava com a palavra e com o exemplo pessoal a fazer mais, a se entregar mais:
“Coloquem mais coração nas mãos! ”, repetia especialmente aos coirmãos que, para ele, não se dedicavam nunca o suficiente. “Não é suficiente fazer bem as coisas, é preciso fazê-las com o coração. O amor é o melhor remédio para todos os males, aquele que torna eficientes todas as outras terapias”.

Quando estava em jogo o bem e o interesse dos doentes, não hesitava em insistir em elevar a voz: como quando reclamava lençóis, cobertas ou outra coisa a empregados e responsáveis muito acostumados a economizar até o essencial. E de todo esse empenho, esse trabalho cotidiano – em um lugar onde doentes, médicos, visitas, todos se sentiam a contragosto e prefeririam estar em outro lugar – Camilo não percebia nunca o peso, a dor. Para ele, o hospital era um jardim de delícias, o seu paraíso: mais de uma testemunha o viu entrar em êxtase no meio dos doentes. Consumia-se pelos enfermos com o sorriso nos lábios, contente, eletrizado; o coração que tinha na mão e entregava todo aos sofredores era um coração cheio de alegria. 

- Mario Spinelli

O coração representa o amor, o afeto, o zelo no cuidado para com os doentes; as mãos fazem referência ao trabalho, à pratica, à ação e, por que não, à técnica. Roguemos a Deus que possamos unir as mãos e o coração no exercício do nosso trabalho cotidiano, especialmente, no serviço aos enfermos. 

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