O Sacramento da Ordem

Por Pe. Dr. José Maria dos Santos, MI
Quando falamos de Sacramento da Ordem, compreendemos sempre que se refere aos três graus: Episcopado, Presbiterato e o Diaconato. É isto que reza toda a tradição da Igreja e o que confirma os Documentos mais recentes.
O Concilio Vaticano II, para melhor esclarecer o tema do Sacerdócio faz todo um estudo sobre o Sacerdócio comum do Batismo e o Sacerdócio Ministerial. O Sacerdócio Ministerial, todo ele ligado ao Sacramento da Ordem, pelo qual o homem recebe, pela Igreja e para a Igreja, o Múnus de Santificar, Ensinar e Governar o povo de Deus de forma Ordinária.
No entanto, o mesmo Concilio faz todo um estudo sobre o Sacerdócio comum do Batismo, onde o Cristão, conferido também Sacerdote, Profeta e Rei, exerce os vários ministérios Extraordinários para o bem do mesmo povo de Deus.
O Sacramento da Ordem, que provém do Cristo, pela imposição das mãos dos sucessores dos Apóstolos, os Bispos, tem como objetivo único o serviço à Comunidade Eclesial. Neste serviço, o ordenando, se consciente da sua missão, recebe as graças inerentes da própria Ordem Sagrada, mas isto em vista da sua missão Sacerdotal e o bem do seu desempenho no ministério ordenado. É bom saber que o caráter que este Sacramento imprime é um dom mais para a Igreja do que para o individuo. É um Sacramento só da Igreja e só para a Igreja.
Quem recebe o sacramento da Ordem saiba dessa dimensão de serviço e não pense receber apenas por uma devoção pessoal ou apenas por uma piedade ingênua. Quem recebe a Ordem Sagrada deve ser informado que o único objetivo do Sacramento da Ordem é a edificação do Corpo Místico de Cristo, e que tenha continuidade à missão Redentora do Cristo-Cabeça da Igreja.
Quando participamos de um Rito de Ordenação Sacerdotal, ouvimos do próprio ritual esta noção de que o ordenado é visto como servidor do Povo de Deus: “Ainda que todo Povo de Deus seja em Cristo um Sacerdote régio, o nosso Sumo e eterno Sacerdote, Jesus Cristo, escolheu alguns discípulos para exercerem em seu nome e publicamente na Igreja o oficio sacerdotal em favor dos homens” (Rito das Ordenações - Página 133).
Por isso, a Ordenação Sacerdotal não pode ser concebida como uma diplomação ou apenas um titulo recebido. A Ordem confere ao ordenado um Sacramento Indelével, de instituição Divina, para o bem do rebanho de Cristo. Nesta linha de pensamento, as Leis Canônicas preconizam: “Os fiéis, pelo caráter indelével com que são assinalados, são constituídos ministros sagrados, isto é, são consagrados e delegados, a fim de que, personificando o Cristo-Cabeça, cada qual no seu respectivo grau, apascentem o Povo de Deus, desemprenhando o Múnus de Ensinar, Santificar e Governar” (Cân. 1008).
A Ordem Sagrada é um desafio para os nosso tempos, como foi em todos os tempos. Nós, humanos, sem nenhum merecimento, participamos do Sacerdócio de Cristo para ser representantes do mesmo Cristo e intermediários entre Deus e a humanidade. O ordenado é chamado a viver sua própria vida a serviço dos outros, muitas vezes nas incompreensões, perseguições e indiferenças.
A força do presbítero deve estar na sua fé e na certeza da sua vocação de serviço. Sua força está em “Buscar o Reino de Deus e sua Justiça!”.
Assim dizia Pio XII "... assim não pode o homem neste mundo ser sublimado a mais alto nobreza, que participar do Sacerdócio eterno de Cristo”.
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