São CamiloVocação
 
 
 
 

O que a pandemia ensinou aos nossos profissionais da saúde?

11.12.2020 | 5 minutos de leitura
Saúde
O que a pandemia ensinou aos nossos profissionais da saúde?

Os profissionais da saúde provavelmente tenham sido os mais impactados pela pandemia do novo coronavírus que, desde o seu início, colocaram-se na linha de frente para o combate desse inimigo desconhecido e invisível.

Sabemos que ainda estamos longe de declarar a vitória dessa batalha, porém, depois de tantos meses de enfrentamento, já podemos perceber que a COVID-19 também trouxe muitos ensinamentos especiais a todos nós, em especial, aos médicos, enfermeiros e outros profissionais da área.

Continue a leitura e saiba quais são eles!

Saúde mental importa


Talvez a primeira e principal lição que um profissional da saúde pode e deve tirar dessa situação, é que a saúde mental importa tanto quanto a física. Por mais que as profissões ligadas à saúde, desde médicos a auxiliares de enfermagem, sejam caracterizadas pela resiliência, sabemos que todos estamos propensos a desmoronar em um cenário difícil como o que vivemos em 2020.

Por isso, a saúde mental destes profissionais é muito importante e não pode ser negligenciada. É preciso falar, desabafar, se permitir sentir a dor, o cansaço, afinal, ainda que tenham o poder de salvar vidas, eles também são humanos.

Durante a pandemia, essas pessoas muitas vezes precisaram (ou ainda precisarão) lidar com a morte e o luto, sendo porta-vozes de notícias que ninguém gostaria de dar, mesmo depois de fazer tudo o que era possível nos cuidados ao paciente. Assim, é necessário que esses profissionais busquem um acompanhamento e procurem cuidar de suas próprias vidas para poderem cuidar de tantas outras.

É preciso ser humano

Outra lição que se pode tirar desse período é que, além dos cuidados usuais prestados aos aos pacientes, também se deve demonstrar empatia e solidariedade ao nosso próximo. Uma palavra que pode resumir essa lição é a humanização. Cada vez mais, se faz necessário que os cuidados prestados, não só na área da saúde, sejam humanizados. 

Aliás, essa lição sempre esteve presente no carisma Camiliano, porém, talvez com outros nomes. Afinal, o cuidado prestado pelo Bom Samaritano na parábola contada por Jesus, nada mais é do que um cuidado humanizado. Além de todos os ensinamentos de nosso fundador sobre os cuidados com os doentes, oferecendo o consolo físico, mas também mental e espiritual.

A tecnologia pode ajudar a salvar vidas


A pandemia também veio a reforçar o que muito de nós já sabíamos: a importância do uso das tecnologias a favor da medicina e dos cuidados aos enfermos. Os avanços tecnológicos e as novas práticas foram percebidos em quase todas as áreas de atuação, impactando na rotina de todo mundo.

2020 é o ano do home office, o qual, sem outra opção, os profissionais precisaram se adaptar a uma nova forma de trabalho que, por muitos, era encarada com uma série de pontos negativos.

Até mesmo na área da saúde, os impactos tecnológicos têm sido sentidos. Com o aumento da demanda nos hospitais, UTIs e clínicas, todas com leitos lotados de pacientes com a COVID-19, a nova realidade da telemedicina vem ganhando cada vez mais força para a realização de consultas mais simples, entre outros atendimentos. 

E não é só na telemedicina, mas com o apoio de grandes empresas de comunicação, os smartphones se tornaram aliados até mesmo na conscientização e prevenção do novo coronavírus por meio da divulgação de informações referente às formas de prevenção e, sobre os locais de maiores contágios.

Esses avanços demonstram que a tecnologia pode e deve ser usada para o bem, para a preservação da vida. Mesmo que, muitas vezes, o uso excessivo de celulares e computadores pode ser um mal, em outros casos, com a moderação necessária, eles podem ser cruciais para salvar vidas.

A vida é curta e frágil


A pandemia ensinou aos profissionais da saúde e a todas as pessoas uma preciosa lição sobre a efemeridade da vida. De fato, a vida neste mundo é apenas um breve instante. Em um momento estamos vivos e, em outro, pode ser que já não estejamos mais. Nunca saberemos com exatidão quando será a nossa hora.

Por isso, devemos amar a vida e as pessoas que estão à nossa volta, demonstrar nosso amor, não nos preocuparmos tanto com coisas que não valem a pena. E, a principal forma nesse tempo de demonstrarmos o amor, é por meio do cuidado. Por amor, não abraçar. Por amor, não se aproximar. Por amor, não tocar, não beijar, usar máscara, lavar as mãos. Por amor.

Mesmo os profissionais da saúde, que têm por profissão o cuidado à vida e que lutam até o fim para salvar pessoas, devem se render à realidade de que a vida é apenas um sopro. Isso não quer dizer que não devemos ser cuidadosos.

Pelo contrário, essa consciência deve ser um incentivo ao zelo e ao cuidado ainda maior de cada vida, de cada pessoa, sabendo que viver é um presente divino precioso e frágil. Que sejamos gratos a Deus pelo dom de nossa vida, e que possamos, apesar de todo o sofrimento, saber aprender com todas as lições que a pandemia já nos ensinou e que ainda há de nos ensinar.

Leia também:


Mais em Saúde
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •