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A vida de um Camiliano no dia a dia

13.04.2019 | 5 minutos de leitura
Província
A vida de um Camiliano no dia a dia

As entidades da Província Camiliana Brasileira atuam em todo território nacional. Além de realizarem a vontade do seu fundador, São Camilo, em estar a serviço daqueles que, em seus desígnios e pensamentos, constituíram seu projeto de vida: os enfermos, também atuam em outras não menos importantes e necessitadas áreas, como a paroquial, formação de religiosos, atividades missionárias, comunitária e educacional.


Para aprofundar um pouco mais o conhecimento sobre o carisma Camiliano e a Ordem dos Ministros dos Enfermos, realizamos uma entrevista com um membro consagrado.


Padre Ariston dos Santos Barros Filho, 36 anos, é maranhense da cidade de Barra do Corda, filho mais velho da família de 4 irmãos. Ingressou na Ordem no dia 02 de janeiro de 2003, emitiu os votos solenes (profissão perpétua) no dia 14 de setembro de 2011, e foi ordenado no dia 25 de agosto de 2012. Neste ano, 2019, completam-se 16 anos que faz parte desta família religiosa e completará 7 anos de ordenação.


Atualmente, Padre Ariston reside no Seminário São Camilo, em Fortaleza – CE, onde é formador do Propedêutico. Também atua como capelão do Hospital Federal Cárdio-Pulmonar de Messejana e é estudante de Psicologia.


[Província Camiliana] Padre, como foi o seu chamado vocacional? Como iniciou sua história com a Congregação Camiliana?


[Padre Ariston] O meu despertar vocacional ocorreu mediante os trabalhos missionários desenvolvidos por um sacerdote Camiliano, Pe. Raimundo Santos, em suas férias na minha comunidade, mais especificamente em um retiro espiritual. Aos 15 anos, neste retiro, senti de forma mais intensa a inquietação de que Deus me chamava para algo mais específico dentro da Igreja. No princípio tive medo e tentei protelar durante 03 anos, sem comentar com ninguém, mas o desejo permanecia latente. Aos 18 anos pedi para iniciar um acompanhamento vocacional com o mesmo sacerdote. Fiz três anos de acompanhamento, entre encontros vocacionais, convivências, retiros no seminário e missões camilianas, ingressando no seminário aos 21 anos.    


[PC] O que significa ser vocacionado ao carisma Camiliano?


[PA] Ser vocacionado ao carisma Camiliano é sentir-se entusiasmado com o exemplo de São Camilo, no modo como ele cuidava dos enfermos sem medida e envolvia outras pessoas. Ser Camiliano é ser capaz de sentir compaixão, ainda hoje, com o sofrimento do outro, cuidar daqueles que estão desprovidos, unir a assistência dos cuidados médicos com a assistência espiritual do enfermo, ser, como dizia São Camilo na sua primeira inspiração: membro do grupo de homens de bem que cuida dos enfermos com o coração de mãe. Enfim, ser um Camiliano é ser religioso com as mãos no cuidado do outro, mais do que da liturgia.      


[PC] Como é a vivência dos ensinamentos de São Camilo?


[PA] Eu considero ainda basilar o que está na carta testamento de São Camilo, na qual ele diz que, os que querem fazer parte desta família, devem morrer para si e viver unicamente para Cristo Crucificado. A exortação de Camilo serve como uma voz na consciência de que a fidelidade é aquilo que vai nos dizer se vivemos ou não o carisma e os ensinamentos de São Camilo. De forma mais concreta, a vivência se dá na doação, no exercício do ministério, em atender com solicitude e atenção aqueles que nos procuram, priorizar os mais desprovidos, conforme fazia São Camilo, e colocar o coração nas mãos no contato com o doente.


[PC] Como é o dia a dia da missão que desenvolve?


[PA] O dia a dia na missão ocorre de forma muito natural. Primeiro, nas atividades do seminário, acompanhando os seminaristas, convivendo, escutando-os e orientando-os na medida do possível. Também, nos ofícios cotidianos da vida de um religioso: rotina de orações, celebrações eucarísticas, aconselhamento aos fiéis, confissões, visita domiciliar aos enfermos e idosos, ministrando o sacramento da unção dos enfermos. Assim como o serviço de capelania no hospital, duas vezes por semana, visitando e prestando o serviço de assistência espiritual aos doentes internados, além do cuidado com a manutenção do seminário e seu bom funcionamento, para oferecer um ambiente de convívio saudável aos seminaristas, religiosos e aos que nos visitam.


[PC] Como se dá a relação familiar no contexto da vida consagrada?


[PA] A relação familiar permanece no contato com os familiares por telefone. Também, o período de férias geralmente é passado junto aos pais e irmãos, assim como, quando possível, os familiares visitam o seminário, de forma que o convivo é bastante saudável e não existe impedimento que atrapalhe a relação.


[PC] Qual recado deixar aos jovens que estão em busca da descoberta de sua vocação?


[PA] Descobrir a vocação para a qual Deus nos chama a viver é descobrir o sentido da vida, do existir, da nossa missão como filhos de Deus e sujeitos da nossa história, é trilhar a via que nos leva à realização como seres humanos e cristãos dentro da Igreja.

 

Você, jovem, que sentiu o coração bater mais forte ao ler esse texto, faça uma experiência vocacional onde Deus te chama. Vale a pena entregar-se aos planos de Deus!


Aos interessados em fazer contato com o Setor Vocacional da Congregação Camiliana, clique aqui.

 

 

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