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Conheça a história da Beata Camiliana Maria Domingas

01.09.2021 | 5 minutos de leitura
Província
Conheça a história da Beata Camiliana Maria Domingas

Você já ouviu falar sobre a Beata Camiliana Maria Domingas? Ela foi a fundadora da Congregação das Irmãs Ministras dos Enfermos. Vamos conhecer sua história, bem como a história da fundação da Congregação.

Infância e Juventude

Maria Domingas nasceu em 17 de janeiro de 1789, na cidade de Lucca, na Itália. Era filha de Joana Granucci e Pedro Brun, capitão da Guarda Suíça.

A infância de Maria Domingas foi serena. Desde cedo, mostrou-se muito inteligente, com firmeza de caráter, decidida, inclinada à oração e às obras de misericórdia e muito sensível às pessoas doentes.

Aos seis anos viveu uma experiência mística: a visão do sangue de Jesus jorrando do cálice durante a Consagração. Futuramente ela percebeu nesse acontecimento uma profecia de sua futura missão.

Aos 12 anos, Maria Domingas perdeu o pai e seus três irmãos menores, o que deixou profundas marcas em sua adolescência.

A beata cresceu sob a orientação afetuosa e inteligente da mãe, que soube ensiná-la no caminho das virtudes católicas, e contribuiu para formar nela um coração aberto e sensível aos mais desafortunados.

O Casamento

Aos 18 anos, Maria Domingas apaixonou-se por um belo jovem, Salvador Barbantini. Eles casaram-se na Catedral de Lucca, no dia 22 de abril de 1811, sob a bênção do tio de Maria Domingas, Padre Miguel Granucci. 

Em setembro do mesmo ano, durante uma festa, seu esposo sofreu um ataque cardíaco fulminante, morrendo ali mesmo, sem conhecer o filho que Maria Domingas carregava no seu ventre.

Na ocasião, Maria Domingas aceitou, com muita tristeza, mas resignação, o ocorrido, fazendo a promessa de não casar-se novamente: "Tu serás único, meu Cristo Crucificado, serás o meu bem, doravante meu único e verdadeiro amor, a minha única delícia", assim rezou a beata.

Em fevereiro de 1812 nasceu seu filho, Lourenço. Maria Domingas foi novamente atingida pela dor e pela angústia quando seu filhinho faleceu, aos oito anos.

Nesses dois momentos de grandes perdas, a do seu marido e a do seu filho, Maria Domingas foi uma mulher de muita fibra e vigor, pois sua força estava no Senhor. 


A Obra de Maria Domingas


Apesar da tristeza causada pelas perdas, tanto do esposo quanto do filho, Maria não se deixou tomar pela revolta.

Pelo contrário: intensificou os propósitos firmados na ocasião da morte do esposo e entregou-se ao serviço dos pobres, doentes e infelizes. 

Maria Domingas participava, em Lucca, das atividades do Mosteiro de Santa Maria da Visitação, destinado à educação dos jovens.

Ela organizava a catequese e, por sua dedicação, foi-lhe confiada a responsabilidade de reforçar e também reformar diversas atividades apostólicas e educativas.

Depois de um tempo de dedicação aos enfermos, de oração e consultas a alguns conselheiros, Maria Domingas decidiu fundar uma Congregação que se dedicasse exclusivamente à assistência dos enfermos. 

Ela estava ciente de que para fundar uma Congregação era necessário o auxílio de pessoas engajadas com o serviço. 

Na ocasião, recordou-se de duas senhoras: Ana Gini e Catarina Signori, que foram membros da Associação da Caridade, fundada por ela antes do falecimento do filho.

Maria, com as companheiras, escolheu o dia  2 de fevereiro de 1829, dia da conversão de São Camilo, para dar início à obra caritativa, inicialmente com o nome de Pia União das Irmãs Oblatas Enfermeiras de Maria Santíssima e de São Camilo de Lellis. 

Tal projeto iniciou-se no ano de 1829, reunindo algumas jovens pobres, em sua maioria de saúde frágil.

As Irmãs emitiram seus primeiros votos em 15 de agosto, dia da Festa da Assunção de Nossa Senhora. 

O hábito religioso só foi introduzido por volta de 1855. Nesta época, a Congregação já era conhecida como Congregação Religiosa das Irmãs Ministras dos Enfermos de São Camilo de Lellis.

No dia 19 de maio de 1868, depois da missa, na vila de Mammoli, Maria Domingas sentiu-se muito fraca. Por recomendação médica, foi levada às pressas para Lucca, onde haveria melhores recursos. Não havia mais nada a fazer. Era chegado o momento de sua partida. 

Maria Domingas recebeu o Santo Viático no dia 21 de maio e no outro dia, depois de algumas palavras e recomendações às suas Irmãs, faleceu. 

A Beatificação

Maria Domingas foi uma verdadeira mulher de fé, sempre empenhada no cumprimento e realização concreta da vontade de Deus. 

Ela conduziu suas filhas espirituais a estarem sempre próximas dos sofredores, em especial dos enfermos, tratando da doença, valorizando o sofrimento, anunciando o rosto bondoso de Deus, no espírito de São Camilo de Lellis.

Maria Domingas foi esposa, mãe, viúva, fundadora e religiosa da sua Congregação. Ela foi beatificada em 7 de maio de 1995, pelo Papa João Paulo II, na Praça São Pedro. 

Que seu exemplo possa servir de inspiração para que cada vez mais pessoas possam dedicar suas vidas ao Reino de Deus, no serviço dos pobres e enfermos.

Rezemos Juntos:

Ó Bem-Aventurada Maria Domingas, que foste esposa, mãe, viúva e religiosa, nós recorremos a ti. Tu que és consoladora dos aflitos, mãe dos enfermos, roga pelos doentes e por todos os que sofrem. 

Tu que experimentaste alegrias, dores e perdas em teu próprio lar e, como Maria das Dores, te mantiveste firme, entendendo o amor nas entrelinhas da dor, roga por nossas famílias. 

Sê nossa mediadora junto à Santíssima Trindade, concedendo-nos a graça que necessitamos […].

Ajuda-nos a acolher na fé o que não conseguimos compreender. Dá-nos cultivar o espírito de entrega e de confiança Naquele que tudo pode. Amém. Bem-aventurada Maria Domingas, rogai por nós.

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