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Os Camilianos no mundo

27.02.2018 | 8 minutos de leitura
Província
Os Camilianos no mundo

A experiência de São Camilo para o mundo


A vida de São Camilo de Lellis foi considerada um milagre para os seus pais já em seu nascimento, pois, já em idade avançada e sem possuir herdeiros, tiveram a graça de gerar um filho. Convertendo-se em sua juventude, Camilo logo compreendeu a missão que Deus tinha para a sua vida: servir os enfermos como se fossem o próprio Cristo sofredor, consciente do dom que o Senhor havia lhe dado, o de consagrar sua própria vida a serviço dos doentes. 


Primeiro tentou ingressar como religioso no convento dos Capuchinhos, onde trabalhava, no entanto, em virtude de uma dolorosa úlcera no pé, que adquiriu e o acompanhou por toda a vida, foi impedido, partindo, então, para o Hospital São Tiago, em Roma, onde passou a cuidar dos doentes.


A conformação a Cristo misericordioso não fechou Camilo em si mesmo, mas o levou a influir no mundo em que vivia. A experiência do sofrimento foi sua vida de aproximação com o Crucificado e com o outro. Tornou-se sacerdote e organizou uma companhia de homens de boa vontade que queriam doar suas vidas no cuidado dos doentes e mais necessitados. 


Após uma vida de doação servindo os doentes, Camilo morreu em 14 de julho de 1614, deixando a certeza pelo contentamento com a vocação a qual Deus lhe havia chamado, feliz com a família religiosa por ele fundada ao preço de muitas lágrimas e muitas orações. Foi canonizado em 1746 e, posteriormente, declarado padroeiro dos doentes, hospitais e profissionais da saúde.



 O crescimento do grupo de Camilo


Durante a Idade Média, registraram-se muitas fundações carismáticas religiosas de grande importância, tendo como objetivo principal a defesa e o cuidado da vida humana, como ‘imagem e semelhança do Criador’ (Gn. 1,26), além da grande preocupação de salvar as almas. O grupo de Camilo foi crescendo e atraindo homens motivados a cuidar dos enfermos.


Assim, a ‘companhia’ por ele fundada, que faz parte das fundações humanitárias e de Caridade Evangélica da Idade Média, que iniciou de maneira simples, mas, em pouco tempo, registrou uma significativa presença da prática de caridade, foi autorizada pela Santa Sé a usar a cruz vermelha como distintivo e, logo depois, a Congregação foi elevada ao grau de Ordem Religiosa, sendo conhecida como Ordem dos Ministros dos Enfermos.


Passados mais de 400 anos desde a época de Camilo, homens e mulheres testemunham com a vida a plena dedicação a serviço dos irmãos mais necessitados entre os necessitados, isto é, os enfermos, o exercício da caridade misericordiosa, que constitui o elemento unificador e transformador da pessoa, que dá concretude à fé e abre à esperança. 


Para os Camilianos, a experiência do serviço ao doente, nas suas várias expressões, está na aprendizagem da espiritualidade, assim como um mergulhar na água está para a aprendizagem das técnicas de natação. De uma vida no Espírito conduzida na autenticidade à luz do carisma camiliano, se deve esperar um influxo benéfico sobre todas as dimensões pessoais, desde as corpóreas à intelectual, emotiva e relacional.


A presença Camiliana no mundo


Atualmente, os Camilianos estão presentes em 35 países dos cinco continentes, testemunhando aquele mesmo Amor incondicional que inspirou Camilo, com profunda colaboração de leigos e leigas no mundo da saúde, procurando aliar a pregação da Palavra com a cura dos doentes, a fim de levar os recursos da medicina e o carisma camiliano. O serviço ao doente, em todas as suas expressões, tinha em si mesmo um significado e um valor teologal. Assim, tal serviço era (e deve ser) um verdadeiro encontro com o Senhor.


Espalhados pelos cinco continentes, os institutos, escolas e hospitais atuam promovendo a saúde e a prevenção de doenças, formando especialistas, mestres e doutores para atuarem na Pastoral da Saúde nas mais diferentes partes do mundo, com escolas de enfermagem, medicina, fonoaudiologia, fisioterapia, farmácia, administração hospitalar, etc. O intuito é sempre formar profissionais éticos, tecnicamente competentes, e educar a população para cuidar da saúde.


Leia um trecho do testemunho dos missionários atuantes nos Continentes, e acompanhe, semanalmente, o post completo.


EUROPA


“Nosso compromisso de trabalhar com os leigos nos permite atender algumas necessidades e programas em nossos próprios centros, mas também assistência espiritual em hospitais públicos, onde os "Camilos" tradicionalmente foram capelães, formando equipes de cuidados espirituais para os doentes, familiares e trabalhadores. A assistência espiritual em hospitais públicos na Espanha é um direito reconhecido pelo Estado.


Pessoalmente, compartilho o meu tempo ao serviço da liderança na docência- particularmente universitária, em vários países - e em pesquisas que terminam em publicações (artigos e livros). Eu vivo com paixão o que eu faço. Eu gosto do que faço e isso dá sentido à minha vida, prolongando a paixão e o empenho do nosso fundador São Camilo. O lema que me acompanha são aquelas palavras de São Camilo: "Mais coração nas mãos", mais sabedoria e coragem de fazer” Religioso Hno. José Carlos Bermejo.



AMÉRICA

“Entre 1900 e 1923, a presença do Beato Pe. Luis Tezza no país, o "Apóstolo de Lima", que recebeu o nome de reformador do Convento, foi muito importante para a missão Camiliana. Já por volta de 1940, a presença dos religiosos espanhóis Camilianos fortaleceu o serviço e as novas iniciativas. Foi assim que a “Clínica de San Camilo” e as clínicas ambulatoriais surgiram, como uma obra camiliana própria. Desde 1978, a presença dos sacerdotes da Província Lombardo-Vêneta permitiu a continuidade camiliana. Eles começaram a construir novos espaços: as casas de treinamento para os diferentes estágios, a preparar Agentes da Pastoral da Saúde, e teve início a Família Camiliana Leiga. Da mesma forma, algumas paróquias foram aceitas.


Hoje em 2018, somos 30 religiosos, 26 sacerdotes e 4 irmãos. Estamos presentes em três cidades do Peru: Lima (3 comunidades), Arequipa e Huancayo. Realizamos serviço de capelania em 13 hospitais, 1 centro geriátrico e temos 5 trabalhos próprios. Desta forma, continuamos a ser a presença de Cristo, o Bom Samaritano, nesta bela terra do Peru” Pe. Alex Spencer Ballena Rios.



ÁFRICA


“Estou continuamente em contato com os desafios da evangelização, dos quais, o maior, é levar o carisma do amor misericordioso a um mundo instintivamente ligado a si próprio, ao próprio interesse, ao sucesso individual a partir de sistemas capilares de corrupção. Não é uma tarefa fácil, porque enfrentamos diariamente o egoísmo das pessoas. Comparo-me ao semeador da parábola evangélica: continuo a atirar a semente, embora eu saiba que a maior parte dela não crescerá. No entanto, basta notar que uma pequena parte dela tomou raízes, cresceu e está dando frutos.


Na verdade, temos 32 quenianos que gerenciam dois hospitais missionários, três paróquias, um seminário, vários capelães hospitalares e um centro pastoral. Diante dos problemas cotidianos, que às vezes parecem insuperáveis, sou consolado pelas palavras de São Paulo: "Basta-te a minha graça" (2 Coríntios 12, 9); o resto vem por si só, já que o semeador é Ele, somos simplesmente trabalhadores” Pe. Paolo Guarise.



ÁSIA


Tailândia


“As vocações na Tailândia são restritas por causa dos poucos cristãos, mudanças sociais e até raízes religiosas bastante superficiais. No Vietnã, a situação é muito diferente, ao menos por enquanto, as vocações são numerosas, muito mais determinadas, são apresentadas por si mesmas e geralmente as qualificações já foram alcançadas.


Sobretudo, já estamos aqui há 65 anos e temos várias atividades: 2 hospitais, 4 abrigos não-autossuficientes para pessoas mais velhas, um dos quais é totalmente gratuito, três casas de treinamento, 4 centros para crianças com deficiência, um centro para pacientes com HIV / AIDS, um centro para crianças de tribos da montanha e outras atividades irregulares, como assistência periódica em um centro estadual, visitas ambulatoriais a aldeias desfavorecidas ou aldeias vizinhas e um programa promocional também no Laos” Pe. Sante Tocchetto.



Índia


“Os problemas das pessoas são muitos; novas formas de sofrimento e doenças estão em ascensão. Novas formas de interpretar esses problemas nos motivam a trazer o toque de cura e o amor redentor de Jesus a partir de um projeto de ministérios de saúde criativos. Estamos prontos para responder à invocação do nosso Fundador São Camilo: “Mais coração nas mãos”, vivendo o carisma do amor sempre misericordioso com os doentes. Os senhores e os professores estão esperando por nós e mergulhamos na ação com o amor de uma mãe por seu único filho doente.

Possa, São Camilo, continuar a nos inspirar a responder de forma criativa aos sinais do tempo no mundo da saúde de acordo com a nossa Constituição n. 2: "Seguindo o exemplo de nosso Santo Pai Camilo, nos comprometemos a sempre estimar, amar com todo o nosso coração e praticar com toda a nossa força, o ministério para os doentes, mesmo em risco para nossas vidas"” Padre E. William MI.


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